segunda-feira, 6 de abril de 2009

Além do Que Se Vê





  • Quase nunca tive a chance de contar com meu herói .Velho acaba sem lembrança onde a poeira ficou. Sem querer a minha infância desapareceu veloz. Quando me vi no espelho parecia com meus pais. Composição: China; Disco: Simulacro
Heróis de verdade

Como parecermos maduros, se ainda, conservamos uma alma adolescente? Fingimos ou não nos permitimos vê algo tão nítido, carregado de uma verdade sem precedentes. Ficamos perdidos, condicionados a própria existência. Fraquejamos. Afinal somos um maquinário complexo de limitações. Queremos o imediato. O agora. O já! Pulamos etapas cruciais: o crescer, o amadurecer, em função de um tempo pré-estabelecido. Usufruirmos o máximo do tempo e extraímos, aproveitamos [o mínimo]. Vivemos paixões. Amamos menos. Depois perdemos a tonalidade da paixão. Tudo parece estar desbotado, em ruínas. Até parece que todo mundo é bem sucedido. Desculpem-me sabe todas as coisas que costumamos não dizer? São ditas. No gesto. Olhar. Num sorriso. Pense. Super-heróis, não perdem, mas não conhecem o bom do amor. Heróis de verdade, fraquejam, mas compreendem a essência da vida. Ser super-heróis? Ou ser heróis de verdade? O que te pergunto é um isto: não vai mudar. Continua. By Anderson Carnot





  • Trata-se de uma situação simples, um fato a contar e esquecer. (Clarice Lispector)-Os Obidientes,A legião Estrangeira.



Além do que se vê

Já é muito tarde para ficarmos trancados dentro de nós mesmo. O problema é que você está apaixonada por outra pessoa. Deveria ser eu. Deveria ser eu. Não tente encontrar outra pessoa. Este é meu lugar. Você deveria estar no meu espaço. Você deveria estar na minha vida. Você é a única que eu queria achar. Querida você deveria saber, que, eu nunca seguiria sem você. By Anderson Carnot





  • Não é que fôssemos amigos de longa data. Conhecemo-nos apenas nos últimos anos da escola. Desde esse momento estávamos juntos a qualquer hora. Há tanto tempo precisávamos de um amigo que nada havia que não confiássemos um ao outro. Já nesse tempo apareceram os primeiros sinais de pertubação entre nós. Tínhamos apenas essa coisa que havíamos procurado sedentos até então enfim encontrado: uma Amizade Sincera. (Clarice Lispector)-Uma Amizade Sincera,1964.


Partidário
Dizem-se verdades sem machucar. Sustentam-se. Conhecem as limitações um do outro e mesmo assim não desistem. Fiéis. Partidários. Próprio do caráter de quem ambiciona o entendimento. O gosto antigo da novidade é sempre melhor. O que poderíamos ter feito, fizemos: saber que somos amigos. Nada pudemos nos dar senão nossa sinceridade.By Anderson Carnot


Havia ela encontrado o dono do livro que achara?


Que sentimentos foram estes que permutaram naquele momento?

Por que nossa protagonista achava que não fosse o encontrar mais?

Enfim...(Parte III) Acompanhem...



...Ele pegou o livro e perguntou-me se estava gostando de lê-lo. Tentei dizer que o havia encontrado na estação do metrô. Ele carregava uma bolsa, usava uma camisa branca, jeans um tanto quanto velho e um sapato preto. Fez um movimento como se fosse tirar algo da bolsa. A reação que tive foi uma paralisação do corpo todo. Uma mudez do corpo por inteiro. Sua expressão parecia a de não haver encontrado o que procurava. Talvez fosse aquele o tão e nada misterioso dono do livro. Parecia estar vivendo por alguns instantes num mundo a parte, que consistia em dois seres que nunca havia se visto e um livro. Em seguida me perguntou algo que não compreendi por não prestar atenção, ainda fixava meus olhos em suas mãos. De um susto como se tivesse acordado de um momento de transe perguntei-lhe se gostaria de ficar com o livro já que não havia encontrado seu dono. Sem saber o que responder disse estar atrasado. Insisti mais uma vez. Antes que fosse embora perguntei seu nome, rapidamente em tom de pressa respondeu: Dave. Não podia obrigá-lo a nada naquele momento e nem tinha este direito. Sem se despedir disse novamente estar com pressa. Virei às costas e o vi sumir no meio da multidão. Era um exímio pianista. Descobri esse seu dom para a música quando nos reencontramos, reencontro esse que valeu a viagem a Londres e que em palavras é difícil descrever os sentimentos que permutaram naquele momento. Deixemos que o tempo se encarregue deste momento temporão... By Anderson Carnot



Continua a Quarta e última parte no próximo Post.

Anderson Carnot



2 comentários:

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    Um forte abraço,
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  2. Parabéns pelo blog. Tá demais. Abração

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